Triste cena aquela do Janguito: Antonio Lopes, pensando que pode descumprir a lei, porque pensa que todos são bandidos e só ele é John Wayne, que pode mandar prender e soltar, sacou a velha carteira de delegado de polícia ameaçando um árbitro de futebol. E o Brasil inteiro deu gargalhadas como se estivesse assistindo um programa humorístico.

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Quando o ato de um homem público, que exerce uma função em que a seriedade é o pressuposto imediato é usado como piada, é que chegou a hora de sair de cena.

A “carteirada” de delegado de Antonio Lopes, gerente de futebol do Atlético, não é um fato que deve ser tratado com ironia, mas com tristeza. Foi o sinal definitivo de que acabou o tempo do grande profissional. Sem mais ter a razão como argumento, restou-lhe um instrumento que envelheceu com ele, que usava para intimidar as pessoas a se submeterem à sua vontade: a carteira de Delegado de Polícia.

Às vezes eu compreendo as atitudes juvenis do velho comandante.

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Nunca imaginou que iria terminar a sua carreira obrigado à submissão de ordens e interesses superiores, que contrariam todos os seus princípios. Quando isso acontece, o homem sem a razão pratica atos que viram piada de salão.

Mais do que uma cena de humor, a carteirada de Lopes foi uma cena de tragédia grega, que é aquela envolta num clima patético, com a grandiosidade dando lugar ao funesto.

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Estadual

Sem outro objetivo, o Coritiba vai cumprindo o seu papel no Estadual. Com o Rio Branco, já é líder. Como o Paraná descarta a si próprio, e o Atlético busca só um sopro de vida para se afastar do torneio de queda, o campeonato cai em uma rotina sem emoções.

E o povo definitivamente descobriu. Basta ver a média do público pagante.