Às vezes, pensamentos extraídos de um conjunto acabam perdendo o seu significado. Em janeiro de 2012, copiando o pensamento messiânico do economista alemão Karl Marx, escrevi: a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.

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Corri o risco de descaracterizar o pensamento de Marx, porque, às vezes, me convencia de que a primeira vez não foi tragédia. Mas Petraglia anda se encarregando de evitar o meu erro final. Já havia sido denunciado de nepotismo, por que gestor de uma obra que também recebe dinheiro público, comprou cadeiras do filho e contratou os serviços de arquitetura de um primo.

Agora, vem a denuncia de que uma cadeira de características similares, padrão Fifa (portanto, poderia ser a da Baixada) foi oferecida pela mesma Kango ao estádio de Brasilia. Lá propôs vender por R$ 161,06, aqui vendeu por R$259,00.

Das duas, uma: ou Petraglia não sabia das coisas da empresa do filho, mas agora sabendo, teria que exigir dele a devolução do valor da diferença, ou sabia e, então, concorreu diretamente com a prática do que, em qualquer obra pública ou privada, atende pelo nome de superfaturamento.

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Ao mesmo tempo, é uma tragédia, porque seja qual for a hipótese, há prejuizo objetivo, manifesto e monumental ao clube mais popular do Paraná. É uma farsa porque ela está sendo produzida, dirigida e executada por Petraglia, que voltou por causa de um discurso cheio de ideal e de desinteresse pessoal.

Na segunda vez, Petraglia está se superando: ao mesmo tempo, é tragédia e farsa.

De primeira

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O Tribunal de Contas decidiu que irá fiscalizar as obras da Baixada. Então, Tataio Bettega como servidor terá que escolher entre a presidência do conselho deliberativo do Atlético ou o cargo. Há uma lógica: não pode um servidor público fiscalizar o dinheiro público. Se Tataio renunciar, assume o vice presidente: José Cid Campêlo Filho.