Torcida assustada

Na Baixada, Atlético 0 x 0 Figueirense. O Furacão superou a si próprio: jogou pior do que se podia imaginar. Em um jogo que precisava vencer, não chutou uma bola em gol. Mal escalado, perdeu um tempo com Rodriguinho e Adaílton – dois atacantes que juntos são incapazes de produzir o que o menino Pablo, ignorado por Lopes, pode fazer sozinho.

O empate como resultado pela competição foi um desastre. Como um jogo isolado, um consolo. A derrota só seria injusta para Manoel, Deivid e Renan, que, sozinhos, barraram a superioridade do time catarinense. Sem eles, o Atlético seria facilmente batido.

Recluso durante uma semana no Caju, o time saiu de lá mal preparado. Sob o aspecto tático, sem ter uma ordem definida, no segundo tempo teve que recorrer à velha convenção da bola cruzada por Paulo Baier para o inoperante Nieto, o que prova o erro do trabalho antecedente ao jogo.

Não é racional mandar para campo, com a obrigação de decidir, jogadores que ficaram dois meses machucados. Sob o aspecto físico, o excesso de trabalho físico, que já havia excluído Marcinho e Marcelo Oliveira do jogo, pesou tanto que as pernas dos jogadores – as Edílson, Héracles e Cleber Santana, em especial – pareciam pesar 200 quilos cada. As de Madson, parecendo carregadas de pólvora, explodiram, reduzindo o time a 10 jogadores faltando preciosos 15 minutos para o jogo terminar.

O estrategista professor Lopes chegou dizendo que não era filho de pai assustado. Mas é um técnico que tornou a maior torcida do Paraná ainda mais assustada.

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