A farsa do projeto de um jogo moderno com um time baseado na semente do Caju, vai sendo desmontada. Apurado pelos números que amedrontaram até seus deuses, o Atlético parou de mentir para si próprio.
Depois de ter goleado o Avaí (5×0), ontem ganhou do Palmeiras, no Parque Antártica, 1×0. Sem o brilho técnico anterior, foi irrepreensível na proposta de jogo.
Com a sua versão de cobras criadas, o Furacão jogou como se tivesse submetendo-se a uma prova de cálculos: frio, pensou o jogo a cada minuto, a cada jogada, e mediu cada passo sem correr nenhum risco.
Marcou com Thiago Heleno aos 18 minutos, controlou o primeiro tempo, em equilíbrio com o time de Cuca. No segundo, deu o golpe, iludindo o Palmeiras, deu-lhe a bola e o campo até a entrada da sua área. O risco que correu nunca foi eminente. Nada mais do que duas bolas que acabaram nas mãos de Weverton.
O Palmeiras jogou com um time de reservas, é verdade.
Mas nem por isso pode se colocar dúvidas na vitória do Furacão. Ao contrário, o futebol se faz, também de oportunidades. E quando um time aproveita uma situação como essa que o Palmeiras criou, mostra ter a virtude de ter consciência da obrigação de vencer.
O melhor em campo foi o chileno Pavez. Lembra o paraguaio Gamara. É capaz de marcar e roubar a bola sem fazer uma única falta.
Não é coincidência que com ele, o Atlético tenha voltado a ter uma zaga segura. É fato porque com ele, os zagueiros não ficam submetidos de imediato ao adversário, ganhando tempo para ter visão e campo para ter posição.
Bela vitória do Furacão.
Efeito Oliveira
Dizem que técnico não ganha jogo.
Marcelo Oliveira ganha.
Pelo menos, desde que assumiu, o Coritiba ganhou os dois jogos que não poderia perder, sob pena de ser engolido pelos números e pela crise.
Ganhando da Chapecoense (2×0), os coxas ganharam, também, um grande reforço: a tranquilidade. Sem a pressão dos números, a tendência é que Marcelo Oliveira consiga fazer um Coritiba regular.
A Chapecoense jogou com um time reservas, é verdade.
Mas o que serve para o Furacão, serve para o Coxa. Futebol é feito de oportunidade.