Em Chapecó, Atlético Paranaense 1, Chapecoense 1. E, assim, o Furacão vai seguir em frente na Copa do Brasil. Para isso não precisou nada de especial: um gol de Walter, quando perdia o jogo, e um bom sistema de defesa (Thiago Heleno, em especial), para compensar o jogo irregular de Otávio, Hernani e Vinicius no meio campo. Fosse analisada a classificação sob os clichês da antiga, diria que o Atlético classificou-se pelo peso da camisa. Nada jogou aqui no 0x0, e pouco jogou em Chapecó no 1×1.
O gol de Walter foi um alento para a torcida, e um aviso para Paulo Autuori. O alento é que o jogador está voltando a jogar bem. E o aviso, é que se uma bola sobra para Walter é possível afirmar que o gol torna-se um fato certo.
Autuori precisa dar um puxão de orelhas em Otávio. Um pouco soberbo, perdendo noção de espaço, está virando um peladeiro, querendo estar em todos os lugares em campo.
E como se fosse musicado por Renato Teixeira, o Furacão vai tocando em frente.
Thiago Heleno foi o mais importante do time.
Orgulho
Todo o ano, os coxas voltam a discutir o mesmo assunto: a construção de um novo estádio. Só que desta vez alguém, que é o vice Alceni Guerra, finalmente adotou o motivo que há tempo existe, mas que o clube por orgulho não queria assumir: a inevitável comparação que a rivalidade com o Atlético provoca, coloca o Coritiba em um estado de defasagem, que é disfarçado apenas pela história e pela torcida. Ocorre que o futebol como negócio tomou um caminho que, em curto prazo, história e torcida não irão suportar sozinhas uma instituição. A sua decadência será inevitável. Quando não se pode mais esconder a verdade, tem que se desarmar do orgulho e enfrentá-la.
Mas os coxas que não se enganem: o Atlético não se tornou maior só em razão da Baixada e do CT do Caju. Tornou-se maior porque teve homens com capacidade para executar projetos nascidos de ideias espetaculares. Não adianta construir um estádio como está no projeto, e continuar com uma administração amadora.