Ser campeão não absolve Atlético ou Coritiba. O Atlético, porque o efeito será de retardo para adotar uma decisão que é fundamental para a sua vida no Campeonato Brasileiro: demitir Geninho, e reformular o time. Geninho, está provado mais uma vez, é técnico de tiro curto, pois faltando-se lucidez para atacar erros e criar virtudes táticas, não consegue mudar um jogo. O treinador é muito caro para se limitar a treinar a bola parada de Netinho.

continua após a publicidade

E reformular o time, que não pode mais correr riscos com Rhodolfo, Netinho, Alberto, Zé Antônio, Júlio César, Wesley, porque são jogadores em desgraça técnica e de relação com a torcida, e são preservados pelo corporativismo de Geninho, que a diretoria não vê, ou se vê não quer combater. Marcos Malucelli, o presidente, que é o responsável pelo futebol em especial, embora a especificação de funções não afaste a responsabilidade geral do conselho que comanda o clube.

O Coritiba, porque a vitória do Atletiba provou a absoluta incompetência da sua diretoria ao manter Ivo Wortmann durante todo o campeonato. Bastou o assessor Édison Borges tocar no time, para que os coxas ganhassem ordem tática. Foi Borges que ganhou o Atletiba para o Coritiba.

E nem se cogite que a solução está na vinda de René Simões. Foi uma contratação mais populista para agradar a torcida, do que uma contratação consciente de que com ele a solução de todos os problemas está dada. Se não foi populista e sim técnica, o erro foi ainda maior. Quando René veio a 1.ª vez, o Coritiba precisava de um discurso diferente, porque a 2.ª divisão exige muito mais superação do que qualquer outra virtude. Agora, o Coritiba precisa ser um time, e não se tem notícia quando é que René conseguiu ter continuidade quando se exige a capacidade técnica e não cultural do treinador.

continua após a publicidade

Pode se repetir com René no Coritiba, o que está ocorrendo com Geninho no Atlético. Quando descobrem, o discurso acabou e é preciso improvisar alguma outra solução.