O treinador Antônio Lopes está marcado. Pela torcida, que o chama de “burro”, e por Paulo Baier, o “líder” do time, que lhe censura por escalar um “time juvenil”.
Lopes não é burro e nem está errado por escalar jovens. O seu erro é da sua cultura como técnico, que carrega a pior espécie de defensivismo. É aquele que empurra o time para junto do seu próprio goleiro. Sendo o erro da cultura do homem, é quase impossível mudá-lo a essa altura da vida.
É básico no futebol que o sistema que prioriza a defesa só consegue manter o equilíbrio do jogo quando os zagueiros e os laterais são postados à frente da grande área. Assim, o campo é encurtado para marcar e para tornar o time um grupo. Aprende-se lendo Tostão e ouvindo Sicupira e Valmir Gomes.
Não entendi a censura de Paulo Baier ao treinador. A impressão é que foi populista, pois coincidiu com os gritos de “burro” da arquibancada contra Lopes. O que quis dizer Paulo Baier com “time juvenil”?
Se a crítica de Baier fosse em razão da saída de Guerrón e “Morro”, para entrarem Jenison e Adaílton, seria justa. Mas generalizar, alcançando Héracles, Renan Rocha, Renan e Deivid, é no mínimo insensato.
E Baier, que há muito vive de uma ou outra jogada, não é nenhuma autoridade para dizer que o treinador está errado. Contra o Botafogo, o Atlético vai precisar dos seus “juvenis” para correr o que Marcinho e Baier não andam correndo.
Queda
Por ser um jogo que terá o comando da lógica, o Coritiba deve ganhar do Bahia, no Couto Pereira. Mas isso não irá significar que a esperança de ir a Libertadores estará de volta.Essa alternância de vitória em casa e fracasso fora, definitivamente, é da natureza de um time com limites que não acusavam.
O time do Coritiba é para isso mesmo: ficar sem esperança de futuro, mas longe do trauma do passado.