Time de Renato

Atlético 0 X 0 Avaí. O Atlético de Renato Gaúcho, contra o Avaí, na Baixada, não foi nenhum pouco diferente daquele Atlético que ganhou só um ponto com Adilson Batista. Ao contrário, o jogo virou um drama maior do que os outros com Adilson. É que desta vez, foi objetiva a disposição dos jogadores atleticanos. Correram, lutaram, reclamaram do árbitro, criaram chances e perderam gols. Quiseram ganhar, sem dúvida.

O drama vira angústia, quando um time vai à exaustão, inclusive física, mas não consegue ganhar. É a prova definitiva de que o trânsito no futebol para a vitória continua sendo a qualidade, remetendo a vontade e a luta para componentes acessórios.

Não há jogadas pelos lados, não por deficiência tática, mas por carência individual. Marcelo Oliveira é fraco e Wagner Diniz é manjado. O ataque, agora com “El Morro”, que pelo menos mostrou lucidez, esvazia-se pela falta de criação no meio-campo. Cléber Santana, embora tenha técnica, é lento e conduz a bola. Já Paulo Baier continua sendo um peso, porque a falta de recursos físicos subtraiu o recurso técnico.

Contra o Vasco, Renato deve escalar o seu time, sem cair na tentação de influências malditas que ainda estão no CT do Caju.

Olímpico

Coritiba 0 x 2 Grêmio. O Coritiba entrou na fase de enganar. Ganha jogos contra times de baixa categoria no Couto Pereira, mas perde fora. Uma campanha para o gasto, que se limita a não cair.

E nem se diga que o Grêmio é invencível no Olímpico. Tanto não é, que, no primeiro tempo, Marcos Aurélio poderia dar um rumo de vitória. Mas sem força física e sem velocidade, não teve condição de sequer levantar a cabeça para olhar o goleiro saindo no chão.

A situação do Coritiba é razoável. Para não cair. Mas é pouca coisa para quem um dia desses se dispôs a ganhar a vaga na Libertadores da América.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google