Time de onze

Analisado na teoria, o futebol oferece contradições que não se explicam. O Atlético joga amanhã com o Goiás, em Goiânia, sem Paulo Baier. Baier é o ídolo, cuja permanência por mais um ano foi imposta por um clamor público, poucas vezes visto na história. É importante por ser decisivo. Mas Baier já ficou de fora algumas vezes, e nem por isso o time deixou de ganhar. Seria uma dessas contradições inexplicáveis do futebol?

Não há nada pior do que ser dependente de alguém. No futebol, às vezes, é fatal. Com o grande jogador em raridade, um time hoje tem que ser centrado no conjunto, enquanto sistema tático, na condição física e no controle da emoção. O grande jogador sempre fará falta, mas não ao ponto de sua ausência não poder ser compensada por esses fatores.

O Atlético está tão bem montado por Mancini, tão bem condicionado pelo grande Moraci Santana, que deixou de ser dependente de atributos individuais, que se isolam do conjunto. Não que Paulo Baier não venha fazer falta, pois com ele sempre é melhor. Mas, o Furacão alcançou esse estágio porque se tornou um time de onze.

Em Goiânia, o Atlético faz o seu jogo mais difícil nessa fase.

Decisão

Não sei quem foi, mas alguém falou que o Coritiba irá jogar nove decisões. Se esse for o pensamento dos jogadores, a proposta de recuperação já começa mal. O princípio a ser adotado é um jogo de cada vez. Dois em especial: amanhã contra o Cruzeiro, por ser em casa e porque uma vitória lhe dará amparo psicológico; e, outro, fundamental, em São Januário, contra o Vasco. Perdendo o jogo amanhã, a consequência irá bem além do significado do fracasso. Irá obrigar a diretoria a usar o desespero como última arma, demitindo Chamusca.

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