Sem Lothar Matthäus no banco, o Atlético perdeu a referência de comando. Sem Dagoberto no campo, tornou-se um time absolutamente comum. Por isso, e porque jogou contra a Adap, um time atrevido, em um campo de buracos, perdeu: 2 a 1.
Matthäus pode ainda não ser um bom técnico. Mas bom ou não, é um técnico. Diferente de Eutrópio, que passa a vida como mais um rosto, especulando sobre futebol. De surpresa, a figura carismática de Matthäus saiu da frente dos jogadores, e entrou a de Eutrópio. O impacto, é certeza, não foi só na mudança do que se via, mas do que se sentia. O que se viu, então, foi um Atlético displicente, como o incompleto Alan Bahia perdendo pênalti; e medroso, isolando Pedro Oldoni na frente e transformando o avanço de Ferreira e dos laterais em fato eventual.
Dagoberto pode ser ranzinza – e é, pode ser falso em algumas atitudes – e já desconfio que seja, mas em campo é a única e grande diferença. A sua ausência em Campo Mourão repercutiu em todos os setores: na defesa, porque tinha a bola devolvida contra si a cada minuto, no meio porque sem ele, a posse da bola era inútil para ir ao ataque, e no ataque, que não vive sem as suas jogadas individuais e os seus chutes de bola parada.
A derrota para a Adap pode ser bem absorvida no jogo da Arena. Não terá nenhum trauma, se o Atlético matar os fantasmas que ele próprio criou, e não for um time comum.
Risco
Números são números. Fatos decorrentes da sua análise, independe de ponto de vista. O Coritiba, quanto mais muda, pior fica. No primeiro teste do novo treinador Estevan Soares, o que seu viu foi um principiante, que desconhecia os mais elementares princípios de se tentar mudar um jogo.
A derrota por 2 a 1 para o J. Malucelli acabou sendo um bom resultado de competição. A vitória no jogo de volta será lógica, como é lógico qualquer resultado entre dois times iguais. Mas, provou o Coritiba, que à véspera do campeonato da segunda divisão, falta-lhe tudo.