Timão é o nosso

Nada como ter história para ser contada. Em um domingo de 1968, o Atlético ganhou do Corinthians em Vila Capanema pelo “Robertão”: 4×1. Na edição da Tribuna, a manchete do saudoso atleticano o jornalista Albernir Amatuzi: “Timão é o nosso”.

Lembrei daquele Atlético e do querido Albernir, vendo o Atlético de ontem no Pacaembu. À certa altura, lá pelo quarto gol (foram cinco), conclui que mais do que um timão foi um time. É que timão é ocasional, tem um pouco de paixão e muito de ilusão. Time tem verdades, que podem não ser definitivas, mas que são verdades. O Atlético da goleada do Pacaembu foi uma verdade tão transparente, que teve momentos de timão, porque foi uma verdade sem ilusão.

Sob qualquer aspecto que for analisado seja individual, seja tático, o Atlético foi um espetáculo. A partir de um projeto do treinador Levir Culpi submeteu o Corinthians a um jogo inteligente: deu a posse de bola ao “timão”, como se fosse frágil e aceitasse o domínio. Mas golpeando com a velocidade de Dagoberto e Fernandinho, e o talento de Jádson, goleou por 5×0.

Timão foi o Atlético. Sem nenhuma mentira ou invenção. Absolutamente verdadeiro. Marinho e Fabiano foram irrepreensíveis. Encurtando o espaço para cobrir e desarmar, criaram um bloco único entre todos os setores do time. Então, surgiu Fernandinho, que servindo Ilan, Dagoberto e Jádson, impulsionou o Atlético para a goleada história, 5×0.

Jádson só não foi melhor do que o Atlético.

Virtudes de craque já tinha, todo mundo sabe. Mas eram absorvidas pelas vaidades táticas. Então Levir chegou e interviu, aproximando-o da área, sem o peso do retorno e da marcação, que exaurem e desfiguram o talento. Jádson está se tornando definitivamente, um craque. Fez três gols de todas as formas: de frente, de lado e de bola parada. Dagoberto fez dois, voltando a viver.

O Atlético foi espetacular. Tão fantástico quanto a derrota dos outros.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google