Na Baixada, Atlético Paranaense 1×0 Corinthians.
Em suas memórias, o imortal húngaro Puskas leciona, que um dos momentos mais importantes de um jogo, são os quinze minutos de intervalo. É quando os jogadores e o treinador, solitários, conversam, cobram-se, armam-se soluções e voltam para o campo carregando a esperança da vitória.
É possível afirmar que o Furacão ganhou o jogo no intervalo.
No primeiro, aceitou o jogo não jogado do Timão. Em vez de jogar, também, quis bater e morder. E se tinha um time que poderia jogar bola era o do Furacão.
E foi o que aconteceu. No intervalo, ganhou consciência de que jogando, ganharia. Resultado: foi um time que esteve próximo da perfeição do segundo tempo. A consequência natural foi o domínio a que submeteu o Corinthians, que não resistiu.
O gol já era para sair por Nikão e Pablo, mas saiu da cabeça do zagueiro, o incrível Léo Pereira. Incrível porque além de jogar, tem uma estrela do tamanho do Furacão. E é daqueles que por ter raiz na Baixada, joga como tivesse jogando própria vida.
Depois do gol, o Atlético tornou-se maior ainda dentro de campo. Fez o Corinthians correr o que não podia, a exaurir-se sabendo que iria perder.
O melhor em campo, enfim, foi Nikão. Jogou uma barbaridade.
Essa coluna é uma homenagem à memória do jornalista Albenir Amatuzzi. Há 50 anos, na Vila Capanema, pelo Robertão: Atlético 4 x0 Corinthians. Gols: Madureira, Nilo, Zé Roberto e Nair. O jornal Gazeta Esportiva começa a tratar o Corinthians de Timão. Então, Amatuzzi, editor de esportes da Tribuna, criou a manchete:
“Timão é o nosso”.
Destituição
Há quem diga que o presidente Samir Namur, do Coritiba, é um jurista, embora isso não signifique muita coisa. É que no Brasil tem muitos juristas e poucos advogados.
Encontro um meio termo: o presidente Samir Namur é um professor de Direito. Então, pergunto: não irá resistir à sua destituição da presidência do Coritiba por incompetência, como propõe a turma de Jacob? E logo a turma de Jacob?
Teimo em acreditar que o conselho deliberativo vai aprovar a decisão da mesa diretora e convocar os sócios. O Coritiba pode ter se tornado pequeno no campo, mas isso não diminui o seu espirito de grandeza. E isso é o que importa.
Destituir um presidente é coisa de clube, que não tem mais o que perder. Consumada a destituição de Samir, as coxas não terão mais paz. Quem o substituir não terá o direito à derrota. E, aí, também, pode e deve ser destituído por incompetência.