De repente, como se fosse algo inesperado, os atleticanos voltaram a ter expectativa de vitória neste jogo contra o Palmeiras. Encontra-se na vitória, no Morumbi, a razão desse otimismo.
Os atleticanos que não se esqueçam: o São Paulo, que já não anda bem, foi um misto de reservas e juniores. Foi um jogo sem gols e decidido pelas circunstâncias emocionais, que cercam a decisão por pênaltis.
Não quero contrariar esse estado de uma alma, que vem sendo açoitada pelos fracassos em campo. Mas tem que se encontrar uma outra razão, que não seja o jogo do Morumbi. E, bem pensado, não vão faltar: o jogo é na Baixada, em que a influência da arquibancada leva o jogador à superação; o treinador Mário Sérgio já ganhou consciência de qual é o limite que o time pode alcançar, o que sugere lhe dar um projeto definitivo para jogar; e ainda, Rhodolfo, Júlio César, Fernando e Valencia estão recuperados. E, pelos antecedentes do time, os quatro em condições normais têm que ser titulares.
Dirão que o adversário é o Palmeiras, e que, por isso, o mínimo de otimismo ainda é um risco. Dirão que as razões não passam de tese e que o inferno astral atleticanos derruba qualquer uma.
Mas não é tese, que o Palmeiras, por falta de recursos individuais, não anda ganhando fora do Parque Antarctica. A dependência da vaidade e da capacidade de Luxemburgo, já derrubou, algumas vezes, aquele que é o original “Verdão” neste campeonato.
De primeira: Como time, o Coritiba está jogando mais do que Cruzeiro. E, se não bastasse, emocionalmente está mais equilibrado. É que o time de Adilson Batista vive um ambiente de desmanche. Em um jogo normal, mesmo sendo no Mineirão, o Coritiba, no mínimo, terá igualdade.