Mais um dia passou sem que o Atlético contratasse um treinador. Mais do que o dia, passa o tempo. Nem penso mais na Libertadores, que Mário Celso naqueles repentes incontroláveis, tratou de reduzir a pó. Neste torneio, nem ilusão o torcedor pode ter, embora ninguém lhe tire o direito de ter esperança.

continua após a publicidade

A questão é o desconforto da última colocação. Por mais que tenha o que se jogar, já se jogou e foi muito mal. Exige-se um técnico para afastar a idéia do improviso. Por mais que Borba provoque respeito, tem prazo de validade. O técnico que chegar entrará em terra arrasada: sem time, sem projeto tático definitivo, e no último lugar. Não existe situação pior.

Para Mário Celso Petraglia todos os treinadores são iguais. Em tese estaria certo, mas o próprio Atlético o desmente. Geninho entrou com o time em décimo quarto lugar e foi campeão. Levir Culpi foi vice-campeão do Brasil, saindo dos últimos. Coincidência ou não, são dois treinadores cujo custo benefício foi excepcional.

Perguntarão: mas Levir não perdeu o campeonato?

continua após a publicidade

Perdeu o que ele pessoalmente ganhou. Pegou o time entre os últimos e levou-o a ?bela derrota?, como identifica derrotas históricas o histórico Raul Mazza do Nascimento. É uma injustiça isolá-lo como o vilão da história. Voltem ao vídeo e vejam sem paixão os gols do Grêmio em Erechim. Diego falhou em dois.

À essa altura, a tese de que todos os treinadores são iguais pode servir para qualquer um. Menos para o Atlético.

continua após a publicidade