Terra arrasada

No Couto Pereira, Coritiba 1×1 Goiás.

Os coxas estão fora da Copa do Brasil.

Não aconteceu nada mais do que era previsto. Surpresa seria esse Coritiba seguir no torneio. Sem nenhum critério básico por absoluta falta de desconhecimento sobre futebol dos dirigentes, jogaram-se os três meses mais importantes da temporada. É nesse período que se imprime o rumo e a rota projetam-se e opções, para dar a estrutura do time para a temporada.

Pelas três derrotas em sequência do Estadual, mas muito mais pelo jogo de ontem, o time deixou uma amarga certeza: a exceção do goleiro Wilson, não sobra ninguém para formar um time capaz de voltar à primeira divisão nacional, a começar pelo treinador. Não trato só das deficiências individuais, mas, também, da desordem tática.

Vejam bem os coxas: não é tanto pela eliminação da Copa do Brasil, fato de rotina, com as raríssimas exceções da administração de Vilson Ribeiro de Andrade. É pela sua origem, viciada pela absoluta falta de conhecimento dessa nova diretoria sobre futebol. E, o mais grave, é que os dirigentes sem espirito de humildade, não reconhecem a inexperiência para o futebol, como se pode ver e ouvir na entrevista do presidente Namur, no site Coxanautas.

O Coritiba como time é terra arrasada.

Desculpas (esfarrapadas)

Para defender-se do esvaziamento popular, que dá um ambiente melancólico à Baixada, o Atlético publica uma nota que, em resumo, quer dizer o seguinte: a média de 8 mil torcedores por jogo, vem desde 2013, quando o ingresso custava 15 reais. Nessa época, sem a Baixada em obras, o Furacão jogava em Vila Capanema.

Mas, se esse argumento pudesse ser considerado, comprometeria ainda mais a direção do clube: seria a prova de que nada foi feito, o que é verdade.

O valor atua do ingresso influi, não há dúvida. Mas não é o fato mais relevante para explicar esse esvaziamento. Só há um fato: a falta de time, que repercute na falta de conquistas. Cansados de serem enganados, os atleticanos sumiram. Nem mesmo a Baixada é um atrativo.

Hoje, à noite, em Fortaleza, o Atlético joga contra o Ceará precisando vencer. Presumo, que o treinador Fernando Diniz não será tão irresponsável como foi no jogo da Baixada, obrigando o time trocar mil passes, inclusive na frente do goleiro Santos. Sério, deveria ordenar o Furacão adotar uma ordem convencional.

De primeira

Não se surpreendam com uma candidatura do dono do Atlético Mário Celso Petraglia para deputado federal pelo Paraná. Em Curitiba, concorreria com Ney Leprevost e Gustavo Fruet. Com disposição e caixa forrado, falta-lhe um partido. Qual a razão dessa repentina vontade de Petraglia ir para Brasília? E-mails para a redação.

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