O J. Malucelli ganhou do Iraty (3 a 2) e agora, com 6 pontos, irá disputar o título paranaense até o final. E não é o fato mais importante, embora seja relevante a personalidade desse time do Jotinha. Com a camisa do Atlético ou do Coritiba, não irá só disputar o título. Jogando como está, seria o favorito.

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O fato que me provoca como tema é a presença dessa associação entre nós. Surgiu há pouco tempo, mas sempre competiu. E se não fosse o equívoco de não disputar a Série B do Campeonato Brasileiro, quando foi campeão da C, já teria assumido um estágio mais alto no futebol paranaense.

O Jotinha, que logo será Corinthians Paranaense, em silêncio, sem ninguém perceber, talvez nem os seus Malucelli, vai ganhando espaço.

Por coincidência, a sua ascensão está na mesma proporção da queda que o Paraná vem tendo nos últimos tempos. Talvez não se perceba o fato (ascensão e queda), em razão de que o Tricolor tem uma torcida a sustentá-lo. Ocorre que não existe no clube da Vila a consciência de que, da mesma forma que o Paraná se tornou o time da geração dos anos 90s, em razão das conquistas em série, ele pode se esvaziar diante das derrotas, que estão se moldando como rotina.

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No Paraná hoje, para ser 1.º, precisa viver de 85 anos ou um século. É impossível. Para ser 3.º, com o nome Corinthians e sempre competindo, o Jotinha basta estar em 4.º.

Orientação

Impressiona a ingenuidade da Federação de Hélio Cury. Todos os dias sai uma notinha no seu veículo informativo, de que não sabe como resolver o problema do artigo 9.º para o campeonato de 2010. O Estatuto do Torcedor não permite alterar, argumenta. O mais grave, e que torna o fato uma piada, é que Cury pensa até ir ao ministro dos Esportes.

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Santa ignorância. Se efetivamente existe justa causa para a mudança do regulamento, ela pode ser administrativa, pelo arbitral, ou declarada na própria Justiça Desportiva, com a citação de todos os clubes.

Basta partir da natureza jurídica de um regulamento de campeonato. É um contrato, ao qual os clubes aderem. Um contrato, quando provoca desequilíbrio de tratamento, pode ser revisado. É lei pelo Código Civil. A revisão não implica na alteração, mas no seu ajuste para alcançar o que se supõe ser justo.