Seria o benefício do Santos o único motivo para a campanha contra o Atlético? Milton Neves pode ser excêntrico e vaidoso como animador do programa “Terceiro Tempo”. Mas não é bobo, e por isso não faria incursões tão fortes apenas para proteger o Santos.

Provoco a questão, por lembrar que o maltrato ao Atlético começou uma semana após o animador ter sido convidado por Mário Celso Petraglia para vir a Curitiba, ir à Arena, ao CT do Caju e jantar no fechado Clube dos Executivos. No domingo seguinte foi apresentado um belo trabalho sobre o Atlético, ilustrado, inclusive com uma entrevista inédita de Mário Celso Petraglia, até então recluso e no exílio do seu escritório do “Adam Smith”. E Neves encheu a bola do “Furacão”.

Não se sabe o que aconteceu entre Neves e Petraglia.

Só que apareceu esta conta para o Atlético pagar. Se perder o mando, é preciso avaliar qual foi a causa imediata do fato.

Procurador

Depois de ter “adquirido” a procuração de Dagoberto, a empresa M & M (Massa e Massa) parte agora para angariar a representação de mais dois craques do futebol: Fernandinho e Jádson, do Atlético.

Apenas para esclarecer o leitor, faço um resumo de como funciona este mercado. O atleta com prestígio não outorga a procuração gratuitamente. Exige do empresário um certo valor pela procuração. Dagoberto teria recebido 400 mil reais no negócio. O procurador, em regra, passa a ter direito sobre o equivalente a 10% do que o jogador receber no contrato de trabalho e de imagem.

Mas as relações não são tão simples como parecem. No caso do jogador ter vínculo desportivo (é o extinto passe), existe um risco no investimento do empresário, porque aí o comando é do clube que tem a titularidade dos direitos. Além do mais, o contrato, e aí se inclui a procuração, entre atleta e empresário, embora pela Lei Pelé tenha o limite de dois anos, não deixa de seguir a regra geral do Código Civil ao tratar do mandato, sendo, portanto, precária.

continua após a publicidade

continua após a publicidade