Terça magra

Ando escrevendo só das derrotas do Atlético e ignorando o Paraná. Mas não pense o torcedor que é por desprezo. É por mania. O Paraná andou tão esculhambado, que nós adotamos o pensamento de que que só existem Coritiba e Atlético.

Mais eis a grande verdade: quando era, entre os apostadores um dos escolhidos para só disputar o rebaixamento, pode hoje, em Salvador, alcançar a zona de classificação. E o mais importante: não está nessa situação por casuísmo. No futebol, os fatos ocasionais acontecem e rapidamente vão embora, não suportam uma sequência, não criam uma linha contínua, como tem sido a campanha do Tricolor.

Hoje é em Salvador, contra o Vitória, que, sendo comandado por Carpegiani, já autoriza presumir ser um time organizado para vencer. Dirão que é o grande teste para o time de Ricardinho. São por causa dessas manias que o Paraná é tratado como uma espécie de patinho feio: todos os dias, tem que provar que está jogando bem, alinhado e que tem o direito de sonhar em voltar à Primeira Divisão.

Paranaguá

Até um dia desses, vencer para o Atlético era questão de obrigação. Agora, que está entre os quatro que seriam rebaixados para a Terceirona, vencer passou a ser uma questão de desespero. O jogo de hoje à noite não deve servir como referência: é contra o Ipatinga, um dos piores times da Segunda Divisão. Daí estar em penúltimo lugar.

A vitória provável de hoje e de sábado contra o ABC só irão estancar a angústia do torcedor, e evitar que a crise provoque consequências, inclusive de natureza politica. É de se presumir que após 15 dias o treinador Jorginho tenha organizado o time. Não para ser bom durante 45 minutos, mas para ser razoável durante 90 minutos.

De primeira

Fernando Gomes é brilhante como comentarista de rádio. Fala bem de um assunto que entende, que é futebol. Mas se torna chato quando comenta arbitragem. É que não sabe ser objetivo. Gomes precisa entender que a lei de arbitragem, como qualquer uma, não se esgota na sua literalidade, no seu texto seco. Tem que ser interpretada. Como é que o ouvinte, que não está vendo o lance, irá interpretá-la.

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