Teorias

Agora, o Atlético joga contra o Vasco, no Maracanã. Até o jogo, não faltarão teorias de arquibancada, de esquina e de jornal querendo explicar as razões dos contrastes de ganhar do Palmeiras e Galo fora, e fracassar contra os fracos Joinville e Figueirense.

O fundamento comum de todas as teorias é o de que esse Furacão passou do seu limite, está exaurido. Já escrevi que esse time do Atlético, dentro do contexto do campeonato (e não pode ser analisado fora dele) é razoável. Analisado sob o aspecto de investimento é bom. A exceção de Walter, que ganha 120 mil por mês, e Weverton, que está na faixa dos 80 mil (o que é pouco no critério custo-beneficio), o custo por cabeça não passa de 50 mil.

O que ocorre é que o Atlético não planeja o futebol. Tudo é improvisado: as opções de competição, as aventuras na Espanha, a comissão técnica, que obriga a mudar o treinador a cada três meses, e o time para atender a política de negócios.

A mística do Furacão, criada em razão da sua torcida, projetada para a portentosa estrutura física, deixa a sua natureza abstrata como é sua origem, e torna concreta para motiva uma campanha surpreendente como essa que realiza. Pelas circunstâncias, o que o Furacão está fazendo no Brasileiro não é pouca coisa. Nunca se afastou do G4 e só lembra a zona de rebaixamento por causa do Coritiba.

Há uma base excelente que há tempo o Atlético não tinha com Weverton, Eduardo, Otávio, Hernani, Marcos Guilherme e Walter. Há um técnico que só tem a cara de bobo: Milton Mendes é um bom achado num mercado viciado como é o de treinador. Escrevo tudo isso para dizer que é tudo é ilusão. Não há em Petraglia vontade de adotar esse trabalho como padrão futuro. A mania de sempre mudar pelo principio de que o futebol é um negócio de dinheiro e não de conquistas, monta e desmonta sem nenhum critério, e deixa o Atlético ao Deus dará para que o acaso resolva.

O Atlético joga no Maracanã contra o Vasco.

Se Otávio jogasse seria o favorito.

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