Teoria

Sabe-se que o Vitória de Salvador não é um time qualquer. Mas não passa dos limites de muitos times neste campeonato. Comparado ao Atlético e jogando sob a forte influência da Arena, em tese é inferior.

Mas essa premissa verdadeira não pode e não deve influenciar a idéia de favoritismo absoluto e certeza da vitória atleticana. É que o Vitória, não sendo um time qualquer, embora inferior ao Atlético, revela-se às vezes surpreendente. Mistura juventude com experiência, e fazendo do velho Edílson seu ponto de referência, cria situações perigosas onde quer que jogue.

Então,sobre o jogo de hoje à tarde na Arena não podem ser lançadas teses. É um jogo em que a surpresa pode aparecer para qualquer lado.

Mas ordenando a sua tática e os seus nervos, diferente do jogo com o Flamengo, entendo que o Atlético pode voltar a ganhar neste campeonato. Pode e precisa, pois do contrário estará comprometendo uma campanha que logo pode alcançar o estágio de excelente.

A volta de Marinho e Fernandinho pode devolver o equilíbrio a todos os setores do time, tamanha a influência que esses dois têm no esquema tático.

A importância de Fernandinho, então, é tão grande que torna possível lançar tese sobre o jogo, aproximar o Atlético de uma vitória, sem correr risco.

Olímpico

Entre Grêmio e Coritiba existem dois pontos em comum para o jogo de hoje no Olímpico: um, é que com pouca qualidade técnica, marcam e jogam a espera de um erro adversário. O outro é que jogam assustados para sair da pressão que é o grupo de rebaixamento.

É um jogo que pode se tornar interessante para o Coritiba, à partir da posição pública do treinador Plein, que entende ser esse jogo o do inicio de uma nova fase do Grêmio. Pode significar desprezo ao adversário, influência errada num campeonato tão igual como esse.

O próprio do Coritiba é a influência psicológica que o desmanche pode provocar. Um dia Aristizábal põe outra vez o chinelo; no outro, Luís Mário confirma proposta portuguesa; no mesmo dia o presidente Giovani intervém para Nascimento ficar. São situações que influenciam no rendimento do time, por criar insegurança.

Sociedade

Os leitores exigem que eu analise o fato tornado público, que Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético e principal gestor do clube, seja formalmente o principal acionista do Figueirense.

É um assunto que requer espaço, e na próxima semana irei analisá-lo. Mas posso antecipar o resumo da ópera: não é legal, e não é ético, porque são interesses inconciliáveis. O benefício que pode ter como destinatário um, pode migrar para o outro. E aí o interesse do sócio, pela lógica do comércio, deve prevalecer sobre a do dirigente.

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