Em época de eleição, a lembrança de um nome é inevitável: Anibal Khury. Mas não foi em razão de política que lembrei de Anibal. Vivi intensamente a sua companhia do seu tempo de presidente do Atlético. Com ele aprendi algumas lições, que na execução da vida tornam-se insuperáveis. Entre elas, ensinou-me a importância da tendência que antecipa a ocorrência de um fato. De acordo com o grau da tendência, torna-se inevitável.

O querido Anibal ilustrava essa lição com a tendência de boca de urna em eleições: ganha o candidato que começa a ter votos em seqüência. O que é verdade na política pode ser no futebol. A tendência de vitória no futebol, como na política, não decorre de fatores subjetivos e eventuais, mas de números, que é um elemento incontroverso.

O Atlético não é líder isolado por acaso. Primeiro buscou a recuperação, depois passou a integrar o grupo de frente, até ficar igual ao Santos em pontos. Agora é líder isolado com a diferença expressiva pela igualdade, de três pontos. Em um gráfico, o Atlético depois que se recuperou só subiu, ao contrário de todos os outros, inclusive do Santos, que experimentaram uma variação, que também indica declínio.

Não estou com isso pretendendo afirmar que o Atlético será o campeão. Afirmo apenas, que definitivamente, depois da vitória em Salvador e a derrota do Santos, a tendência dos números é um indicativo absoluto de que pode ser campeão.

Absoluto na liderança joga pela primeira vez. Na Arena, o Atlético Mineiro é o adversário. Jogo difícil? Tão difícil como foi contra o Vitória e como será contra o Paraná. No entanto, em jogo difícil também tem favorito. No caso, a favoritismo não decorre da superioridade, mas do fato de que o Atlético amadurecido, adquiriu a capacidade de enfrentar e vencer todas as situações.

A ausência de Fernandinho, por exemplo.

Como Washington, é insubstituível. Não se pode desprezar o fato de que contra Flamengo e Vitória, o Atlético virou o jogo depois que Fernandinho avançou.

Mas um título só vem com a superação. Inclusive de insubstituíveis.

De primeira: Bem que poderia ser identificado como um clássico. Mas nesse momento é apenas um jogo, em que a importância está no desespero do Paraná. Um pouco às escondidas, Paraná e Coritiba podem fazer um grande jogo no Pinheirão.

continua após a publicidade

continua após a publicidade