Sofri tanto no passado com o meu time, que às vezes penso que vivi bem mais do que minha idade real. Sofri pelo avesso e pelo direito.
Por isso confesso que não tenho mais idade para ver o Atlético empatar com o Beltrão, 2×2 na Arena. Mais ainda por causa da agravante, que se repete em janeiro de cada ano: o técnico improvisado, que vai se tornar um estranho nos próximos dias, especula teorias táticas, pensa que sabe, e só engana, e o resultado é que os quarenta dias mais importantes do início do ano são jogados fora.
É possível que o resultado em si possa não significar perda, embora para quem domina a mídia, não fica bem empatar com o Beltrão na Arena. Se ocorreu, houve, foi pequena, se é certo que o Atlético passará à próxima fase e disputará o titulo deste campeonato.
Mas a questão principal é o que vem pela frente: o que será entregue a Mathaus, cuja expectativa da chegada faz o coração atleticano dar cambalhotas? Um time desordenado e desconexo, um time sem vibração e às vezes molenga. E daí, como exigir de Mathaus resultados imprescindíveis para ganhar a Copa do Brasil? No futebol ninguém tem o poder de viver sem vitórias.
Não se perca mais tempo com Vinícius Eutropio. Nem havia razão de tê-lo no comando. Se Borba Filho naturalmente seria até uma solução definitiva, não deve ser afastado desta situação provisória. Borba tem que ir para o banco. Em pouco tempo vai arrumar o time para Mathaus, como fez para Antonio Lopes.
Esquecimento
Fiz criticas à televisão paranaense pela falta de prestação de serviços ao não contratar a transmissão do nosso campeonato, mas não esqueço do grande responsável por tudo: Onaireves Nilo Rolim de Moura. Aliás, não se deve esquecer o inquérito no Tribunal de Justiça Desportiva, que espera a denúncia de Moura como um dos bruxos.
Mas sobre o inquérito, duas coisas me surpreende: o procurador escolhido para oferecer ou não a denúncia foi escolhido a dedo. É o dr. Adão. Resta saber se o dedo que o escolheu foi o de Moura ou da Justiça. E não existe nenhuma razão para o inquérito continuar escondido na gaveta. Neste caso, o dr. Adão tem somente duas saídas: oferecer denúncia como ocorreu com os outros, ou se dar por impedido.