Pela Sul-Americana, no Centenário, em Montevidéu, o Atlético já entra ganhando de 2×0 do Penãrol. Já houve um tempo, quando eu era repórter de campo, ficava surpreso quando jogadores e técnicos, ganhando um jogo de 2×0, falavam no intervalo: “Temos que tomar cuidado, porque dois a zero é um placar perigoso”. Confesso que até hoje não entendi o que queriam dizer. Na minha ingenuidade sempre achei, que pelo critério eliminatório em dois jogos, ganhar de 2×0 o 1º jogo nunca foi pouca coisa.

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Já diziam, também, naquele tempo, e alguns dizem, ainda, que pelo critério eliminatório, em dois jogos, “é um jogo de 180 minutos”. É uma bobagem, que nem mesmo como uma figura de linguagem pode ser adotada.

Entre um jogo e outro, há um período bem mais longo de quinze minutos. São dois jogos em campos diferentes, com torcidas diferentes, em ambientes diferentes, e em circunstâncias absolutamente diferentes. Enquanto no primeiro jogo há segredos de um e de outro a serem descobertos, no segundo há um conhecimento recíproco das intenções e das necessidades.

E o elemento mais relevante: o ordem do segundo jogo sempre é imposta pelo placar do primeiro. O time que ganhou de 2×0 pode empatar e pode até perder por 2×0 e ganhar nos pênaltis. Isso quer dizer que o time que tem a vitória tem a supremacia para dar ordens.

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Hoje é um jogo em que o Furacão precisa defender, marcar, correr e fazer arruaças no contra-ataque.
É um jogo para Marcelo Cirino, “o cara”.

Recusa

O treinador Rogério Micale afirmou que não irá pedir demissão.

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Está absolutamente correto. Se o clube entender que a solução para o Paraná salvar-se do rebaixamento passa pela troca de técnico, o problema é do clube. Há um custo. Micale tem razão porque ele é mais vítima, como é a torcida. As coisas tomaram um rumo na Vila que, antes de medir a responsabilidade de Rodrigo Pastana, tem que se graduar a culpa de Leonardo Oliveira. Não é razoável que um presidente concorde e autorize com uma circulação de entra e sai de jogadores tão intensa, que não se envergonhe em contratar mais de 30 jogadores, e não conseguir, ainda, formar um onze.