O Atlético sempre foi um clube de paixões. E bem por isso é um clube de contradições. Só que com a saída de Enio Fornea Júnior e Yara Eisenbach do conselho de administração, chegou ao seu limite. Das duas últimas é a maior, e talvez a fatal contradição, que está arrebentando com o Atlético.
A elas. Até hoje não me convenci de que a exclusão de Mário Celso Petraglia do processo da Baixada para a Copa do Mundo de 2014 seja boa para o Atlético. Há quem diga que ele tenha interesse comercial.
Adoto essa hipótese, não como verdade, mas para perguntar: seus interesses seriam maiores do que o que ele quer para o Atlético ou para a sua vaidade de fazedor? Qualquer que seja a resposta é uma contradição, pelo que Mário Celso fez pelo clube. Ele, com interesse ou não, deveria estar participando desse processo, mesmo que sejam controlados os seus impulsos.
Agora vou à contradição recente que se chama Enio Fornea Júnior. No momento, a mais importante, fatal. Quem não o conhece, apresento: realizado na vida, é uma pessoa simples, de formação pessoal irrepreensível e só se angustia quando as coisas no Atlético não dão certas.
Há quem afirme (eu sou um deles) que teve um grande papel como vice-presidente. Foi o núcleo da administração, por devolver a estabilidade financeira ao clube, foi ético com a presidência, respeitando os seus erros – em especial no futebol, direta ou indiretamente delegando poderes.
Sem Enio e Yara Eisenbach essa administração fica sem sustentação. Seja pelo aspecto administrativo em si, por serem fundamentais, seja pelo aspecto estatutário: o conselho de comando não pode ficar sem dois vices. O fato final: chegou o tempo de eleição no Atlético. Meu candidato é Enio Fornea Júnior.