Para elogios, a referência do Coritiba é Vilson Ribeiro de Andrade. Não só tem carisma, como é o presidente, o que naturalmente o destaca. Mas no futebol o isolamento é fatal. O exemplo clássico é dado pelo histórico recente do Atlético. Por querer ficar sozinho, em 2004, Mário Celso Petráglia viu o seu clube perder o bi brasileiro, embora a culpa direta não tenha sido dele, mas de Levir Culpi e os jogadores. Agora mesmo, em 2011, outra vez o Furacão. Marcos Malucelli se isolou, perdeu a diretoria, e o resultado continua trazendo consequências.
A renúncia de Ernesto Pedroso à vice-presidência do Coritiba deve ter sido em razão do isolamento voluntário do presidente Ribeiro de Andrade. Presumo que tenha sido esse o motivo, porque Pedroso não foi nomeado, mas eleito. Ninguém que é eleito sai por um motivo qualquer. Mas, aqui, a causa é irrelevante. O importante é o que pode vir a ser a consequência. Por ter sido uma perda pesada, é que o presidente Ribeiro de Andrade não quis receber a carta de renúncia. Foi entregue no protocolo do clube.
Esse é o fato mais negativo de uma série que vem ocorrendo há tempos. Não está sendo fácil de administrar a falta de diálogo entre o técnico Marcelo Oliveira e o superintendente Felipe Ximenes. Desde após o jogo contra o Paysandu, em Belém, quando o treinador teve vontade de dar uns petelecos a mais no diretor, o ambiente se tornou tenso. Felipe só não saiu, ainda, porque espera que o Internacional lhe pague um salário de 200 mil reais. O inverso do provérbio também é correto: depois da bonança vem a tempestade.