Temor

O doutor Fernando Guimarães, presidente do Tribunal de Contas do Paraná, declarou pela Gazeta do Povo, que na construção da Baixada “teme que o Atlético dê o calote no governo”.

A principal diferença do doutor Guimarães é ser um funcionário de carreira da instituição. Chegou a conselheiro pela exceção do critério de escolha, em que a regra é a indicação pelo casuísmo político. Mas ao colocar em dúvida o comportamento do Atlético, o doutor Guimarães sai do tecnicismo e escorrega para o populismo. Deixa de ser funcionário para adotar um discurso político.

O que o leva a desconfiar do Atlético? Os atleticanos construíram três vezes a Baixada. Quando a receberam em doação, o “Farinhacão” e depois a Arena. Pela época em que cada obra foi realizada, exigiu-se proporcionalmente o mesmo sacrifício dos atleticanos, que está se exigindo agora. E não há nenhuma notícia na história das obras de que o Atlético tenha dado o calote em alguém.

Nem tese poderia dar publicidade a esse temor. Ocorre que o dinheiro que vai construir a Baixada vem por empréstimo, em que o clube sendo único tomador pelo repasse da Paraná Fomento tem que garantir. O próprio contrato irá prever que o bem construído é uma das garantias.

Fiscalizar e prevenir estão na esfera de competência do Tribunal de Contas, sem dúvida, por orientação do Supremo Tribunal Federal. Mas o que ele não pode é, sob esse pretexto, colocar em dúvida o comportamento do clube de maior torcida do Paraná.

De primeira

O Atlético anunciou Ricardo Drubscki como seu novo treinador. Não me surpreendeu, porque o critério de Petraglia para contratar treinador nunca foi capacidade, mas o valor do salário. E, às vezes, é o correto, pois treinador, em regra, sempre é um risco. Ricardo é para ser apenas o segundo técnico do Atlético. O terceiro logo terá que ser procurado.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google