Tática perfeita

O Atlético de Petraglia é um time ambíguo. Parece que joga bem, que às vezes consegue ser igual, mas acaba perdendo. Ontem no Morumbi, perdeu para um São Paulo desfigurado com nove reservas, 1×0. Se perdesse por submissão tática, haveria um consolo e um culpado, ambos fundidos: o técnico, hoje, Claudinei Oliveira.

Mas o Furacão não foi submisso. Ao contrário tentou jogar por estar bem distribuído. Mas qualquer sistema tático deixa de ter influência, quando passa a ser dependente da existência de qualidade dos jogadores. É impossível, no aspecto técnico, fazer um bom projeto de jogo ser executado com dois alas como Sueliton e Natanael, e um meio campo com Paulinho Dias, Bady, Hernani e Marcos Guilherme.

Tome como exemplo esse jogo do Morumbi. Em noventa minutos, o Atlético chutou uma única bola para Rogério Ceni defender, a de Bady. E não foi por falta de posse de bola. Foi por falta de qualidade. A mediocridade dos alas (Natanael é uma coisinha triste), dos volantes e dos meias, sacrifica um atacante como Marcelo, que seria artilheiro em qualquer outro time.

A derrota como resultado das circunstâncias (contra o São Paulo e no Morumbi) seria absorvida pela lógica. Aliás, a lógica para esse time de Petraglia serve para qualquer jogo e para qualquer resultado, porque o lógico é não ganhar. O que assusta é a falta de perspectiva. O resumo é com os números: há um mês o Atlético fez o seu último gol e de pênalti, contra o Corinthians, a sua última vitória.

A única tática que dá certo na Baixada é a de Petraglia.

Não precisa chutar para ganhar.

É um gênio.

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