Tango

Quando a solução se torna previsível, o jogo, seja qual for o esporte, perde um pouco a graça. No futebol não é diferente, ao contrário, a falta de graça se transforma em monotonia, dando a impressão que noventa minutos são uma eternidade.

O jogo de ontem à noite na Arena foi um desses exemplos de que o fato previsível e lógico subtrai um pouco a emoção.

O Atlético, em tudo e por tudo, foi superior ao Paraná. Se no jogo do Pinheirão fez o resultado de referência para a classificação, ontem ganhou a classificação com vitória (1×0), sem nenhum trauma.

Mal tinha começado o jogo, era possível concluir que a disputa estava resolvida, faltando apenas ser acabada, o que aconteceu com belo gol de Dênis Marques. E não foi só porque o Atlético adotou a correção de jogar com as circunstâncias, que lhe autorizavam perder até por diferença de dois gols. E não foi só porque o Atlético foi superior por ser superior.

O Paraná concorreu diretamente. A exclusão de Maicosuel deixou-o sem referência, submetendo-se à proposta do Atlético para o jogo: com a bola tomada, jogar em velocidade em cima da notória lentidão de Émerson. Daí o Atlético ter jogado fora três chances de gols.

A lógica, que declarava ostensivamente a classificação do Atlético, tornou o jogo sem graça. Mas, quando estava alcançando a monotonia surgiu um fato, com uma identidade: Paulo Rink. O velho ídolo não precisou jogar o que ainda sabe. Precisou apenas pensar, o que até então parecia impossível em campo. Rink, retendo a bola, quebrou o ritmo e deu o tempo para Dênis Marques marcar o belo gol que acabou o jogo.

E, daí, a confirmação de um belo programa para o final do mês: Buenos Aires, compras, jantares, tango e dia 27, no elegante bairro de Nuñez, contra o River Plate de Passarela e Eduardo Francisco Dreyer.

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