Atlético 0 x 2 Botafogo, no Rio de Janeiro. Desde que chegou, escrevo que Lopes é um perdedor. A prova definitiva foi ontem, no Engenhão. Jogar mal, o Atlético não jogou. Ao contrário, a derrota parcial (1 x 0) já não era justa no segundo tempo. Com Cleber Santana no lugar de Renan, o time deu dois passos à frente, como sempre deveria jogar. Não pode avançar mais, porque não tem atacante. “Morro” García, que perdera um gol no primeiro tempo, voltou a ser nulo. Pergunto: como se escala um jogador que é fraco e está suspenso no seu país por ser usuário de droga? Lopes poderia improvisar qualquer um no ataque, menos escalar García.

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Mas dizia que o Furacão, dentro dos seus limites, até que era razoável. Apesar da inutilidade de Paulo Baier e da inoperância de Marcelo Oliveira, dominava o Botafogo. Quando era possível o gol de empate, Manoel agarrou Antônio Carlos na área, naquele agarra-agarra que o juiz não dá o pênalti. Só que desta vez o juiz marcou, e Loco Abreu fez Botafogo 2 x 0.

E aí, com Marcinho e Paulo Baier caindo de cansados, sem jogadas pelos lados, o time de Lopes, bem antes de terminar o jogo, se entregou.

Porque o Ceará perdeu, porque o Cruzeiro – ambos em casa – e o Atlético Mineiro perdeu, sobrou um sopro de vida. Mas se jogar as 8 partidas que restam sob o comando de Lopes, o Atlético estará cometendo um suicídio.

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Não há mais respeito pelo treinador. Foi chamado por Paulo Baier de mal técnico e por Marcinho de omisso. É impossível Lopes fazer o que precisa: mobilizar os jogadores.

A diretoria, se tem um pouco de amor pelo Atlético, precisa criar um fato novo para esse resto de campeonato. Ele atende pelo nome de Geninho. Peça-lhe perdão, prometa-lhe um belo prêmio, que ele terá o mínimo de sensibilidade para não dizer não. Geninho pode ser a tábua da salvação

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O último erro pode ainda salvar o Atlético.