Tabu

Eis a questão: Atlético não ganha dos coxas no Couto Pereira já faz cinco anos. No entanto, nesses cinco anos, o Atlético ganhou três títulos estaduais, um nacional e o seletivo da Libertadores. O significado de não vencer no Couto nesses últimos cincos anos foi muito mais moral, porque repercutiu mais no espírito do torcedor do que aspecto prático (matemático) de competição. A importância da vitória, mesmo em Atletiba, pode ser condicionada às circunstâncias e conseqüências presentes e futuras do jogo. Risco por orgulho ou rivalidade, não se corre em campeonato em que se disputa ponto por ponto.

Por isso, o futebol de estatística, não me fascina. Nos dias de hoje em razão do equilíbrio entre os times, torna-se abstrato. Qualquer análise racional do Atletiba de domingo no Couto, não pode circular em razão dos antecedentes, mas da natureza do clássico, que afasta a lógica como referência e oferece o imponderável como solução.

Concordo que desta situação não se pode negar um fato, que não pode ser confundido com coincidência: a última vitória do Atlético foi no seletivo de 1999, por quatro a um em uma jornada irrepreensível do time de Vadão. A partir deste jogo, não se criou condição objetiva para ganhar como na perda do título de 2004, quando pacificamente se assistiu os erros de Mário Sérgio.

Não me recordo se nesses últimos cinco anos, o Atlético foi para um Atletiba no Couto Pereira tão bem condicionado como está indo para esse de domingo.

De primeira: Bolinha danada esta que escolheu Francisco Carlos Vieira para dirigir o Atletiba. Armando Marques se diverte com esse sorteio *** Alguns sites de torcidas insuflam a rivalidade entre as torcidas. A seriedade de fatos não é graduada pela importância, mas pela repercussão. Motiva-se a violência, às vezes, por um fato aparentemente sem importância.

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