Na Baixada, o Atlético ganhou do Figueirense: 2×1. No entanto, a sua torcida aborrecida parecia descontente no final. Entendo a torcida: o Furacão jogou como vem jogando, sem alma, desregulado, vivendo de suspiros casuais, que desta vez atenderam pelo nome Ewandro.

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O menino, parecendo “ O burrinho pedrês”, de Sagarana, de Guimarães Rosa, foi o único que se salvou da correnteza, e salvou todos “os bois”. Fez o primeiro gol, e, depois, executando uma obra com a sua arte de jogar com a perna esquerda, driblou três catarinas, no estreito palmo de campo que lhe restava antes da linha de fundo, para dar a bola ao zagueiro Thiago Heleno marcar.

A torcida atleticana mostrou desânimo porque cansou de deixar a paixão sobrepor a consciência. Antes mesmo do final, estava convencida de que a vitória só foi possível em razão da fragilidade do Figueirense. E, ainda assim, teve que torcer para a última bola contra Weverton ficar na trave.

Por que o Furacão anda encostado nos barrancos?

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Insisto: Um time fraco individualmente não se torna forte com o passar do tempo. Esse Atlético, repito, tem como base o time de 2015, que foi eliminado pelo Tupi da Copa do Brasil e lutou para não ser rebaixado no Brasileiro. Não se forma um bom time com um jogador como Hernani jogando no meio, por não saber o princípio básico do passe. Hernani afoga Otávio e Vinicius. Enquanto André Lima vive da bola que sobra, sendo incapaz de criar por si uma jogada, Walter outra vez engorda.

Cabisbaixo, parecendo triste, a impressão que Paulo Autuori passa do banco é que tem consciência de que não se pode exigir mais do time.

Rotina

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Não se culpe o treinador Gilson Kleina pela derrota do Coritiba em Porto Alegre para o Grêmio. Por ter um time sem qualidade técnica, Kleina é obrigado a treiná-lo para parar o jogo. Se sofre o gol, não tem como reagir, pois não sabe jogar. Daí, a derrota para o Grêmio por 2×0 ter sido absolutamente normal.