Em estado de normalidade, seria possível cravar no Atlético contra o Bahia, com pouco risco de erro, mesmo com a Baixada vazia. Mas o Furacão, depois dos péssimos jogos contra Sport e Santos, passou a viver um ambiente que se afasta da normalidade. A tendência de queda técnica que o time acusa pelas limitações do treinador Doriva escancara ainda mais a falta de qualidade na defesa e no meio campo. Hoje, individualmente, só estão a salvo Weverton, Sueliton, Natanael e Douglas Coutinho. Marcelo e Marcos Guilherme estão sacrificados pelos erros de Doriva. Só não são vitimas, porque no futebol não há vítima. A zaga com Léo Pereira, Cleberson e Dráusio, provoca arrepios; e o meio com João Paulo, Bady e Deivid, calafrios. E, no entanto, estavam jogando bem antes da Copa do Mundo. Esse é o preço que o Atlético está pagando pela irresponsabilidade de se desmontar toda a comissão técnica, quando só ganhava. Esse autoflagelo do Furacão autoriza dizer que, mesmo vencendo o Bahia, que é previsível, possível e obrigatório, vai continuar sendo carregado por dúvidas.

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Vejam o caso do Coritiba que joga contra o Palmeiras, no Pacaembu. A referência para a sua torcida ter esperança de sucesso é a vitória sobre o Vitória, no Couto Pereira. Então, pergunto: ganhar do Vitória em casa, ainda com auxilio do árbitro (não existiu o pênalti em Keirrison) é uma referência de recuperação? Não é, e como não será para o Atlético se ganhar do Bahia. Não se pode mais criar instrumentos para enganos. Isso só serve para os dirigentes.

O que eu quero dizer é isso: Atlético e Coritiba jogam sob suspeitas.

Os coxas pelos menos têm um objetivo: não serem rebaixados.

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Mas, qual o objetivo dos atleticanos, afinal? Onde querem ir ou onde não querem ir? Eis as questões. Enfrente-as, leitor.