O BMG é um banco que investe em direitos de contrato de trabalho de jogador. Existem outras espécies de investimentos: adianta receitas aos clubes desesperados, com taxas de juros sugestivas, exigindo como garantia a renda de bilheterias e contratos com televisão. Dos Pampas aos Seringais, assim, investe pesado. Seus ativos originados desse negócio são extraordinários. Perdem, talvez, para os descontos em folha de pagamento dos aposentados.
Para disfarçar “parcerias” com a maioria dos clubes do futebol brasileiro, usa contratos publicitários. Na camisa da maioria está estampado: BMG.
Já estava dando na cara. Depois de Cruzeiro 6 x 1 Atlético Mineiro, está dando o que falar. Um suposto interesse do banco na vitória do Cruzeiro foi transformado em pedido de abertura de inquérito à Procuradoria da República de Minas Gerais. E foram os torcedores do Galo. Em uma hora, 1.300 assinaturas foram lançadas no documento entregue à procuradoria.
O interesse do banco na preservação dos seus negócios, que pode não ter influenciado no resultado do jogo, já é o suficiente para que o resultado do clássico mineiro seja investigado.
No final, não vai dar em nada. Mas que está na hora de aplicar a legislação esportiva que proíbe esse tipo de relação entre uma empresa e vários clubes, está.
De primeira
A nova moda de alguns cronistas esportivos de Curitiba é trocar a opinião pelo pagamento de uma cirurgia. Troca-se tudo. Até coração.