Jogando com o efeito Arena, o Atlético é um. Sem ele, é submisso a qualquer circunstância.

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Ontem em São Caetano jogava bem, dominava, perdia gols (Ferreira perdeu dois), e até vencia. Mas no segundo tempo, quando precisou de emoção, foi um time absolutamente comum: com dez (Ferreira foi expulso), o Atlético quis jogar pelo empate (2×2) faltando muito tempo para terminar. Recuou, e aí apareceram os seus conhecidos defeitos: sem qualidade e sem a influência da Arena, foi submisso ao pouco razoável São Caetano. Perdeu e nunca esteve perto do empate.

O Atlético precisa dissociar os jogos da Arena e fora dela. Na Arena existe a torcida que cria o fator emocional. Dela vem a superação, e a vitória torna-se um resultado lógico. Fora passa a ser tudo imprevisível, às vezes até em razão das idéias de Lopes. Fez o time recuar tanto, que empurrou a si próprio para a área de Diego, surgindo então o gol de bicicleta de Claudecir.

O Atlético foi tão mal que Lima, mesmo dormindo de vez em quando, acabou sendo o segundo melhor do time. O primeiro foi Diego.

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Sem os seus milagres, o resultado e o texto seriam outros.

Kléberson

Existem grandes jogadores que se tornam comuns e esvaziam a carreira sem perceber. Não é por coincidência que a motivação sempre está no fato de que tudo será eterno e nada vai se acabar. Se o jogador não pensa assim, outros ao seu lado pensam e usufruem desta ilusão. Kléberson foi um dos negócios mais fantástico que o futebol fez nesses últimos anos, simplesmente porque foi o primeiro brasileiro a entrar no fechado ambiente do Manchester United.

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Não jogou por contusões que passaram a integrar a sua carreira, quando jogou foi mal, e por isso quem valeu 7 milhões de euros, foi cedido por 2,5 mi. Pela primeira vez no futebol europeu um brasileiro foi vendido por menos do que foi comprado; e pela primeira vez em sua história de empresa, o Manchester teve um prejuízo com a aquisição e venda de um jogador.

Bom menino, ainda jovem, Kléberson deveria tomar outros rumos. Às vezes nós, sem percebermos, temos intimidade com o inimigo.