São três temas, iguais pela natureza, diferentes em repercussão. A goleada do Coritiba sobre o Figueirense no Couto Pereira (4×1), depois de oito derrotas; a vitória do Paraná (3×1) sobre o Inter na ?gaúcha? Cascavel, e a derrota do Atlético para o Vasco (2×1) em São Januário.
Provoco-me: qual o mais importante?
A vitória do Paraná, sem dúvida. Mais do que importante, comovente pelas circunstâncias: sem dinheiro com o Pinheirão, correndo atrás do último tostão para honrar as contas, foi jogar contra o Internacional em Cascavel, que embora geograficamente esteja fincada no Paraná, ambientada no costume e tradição gaúchos.
Mas como se Cascavel fosse paranaense e o Estádio Olímpico a sua Vila, o Paraná foi grandioso. Não ganhou de três a um porque jogou bem. Jogou muito bem. A certa altura parecia um time perfeito pelo equilíbrio para equacionar equívocos, transformando-os em virtudes. A grande virtude tricolor foi desprezar o ambiente gaúcho. Desde o início jogou tão bem, fez o Inter tão submisso à sua proposta de jogo, que mudou o ambiente do Estádio Olímpico.
Ao invés de ?tchê?, os gaúchos disfarçando a vergonha pelo tamanho baile, resolveram usar o ?né?.
Sandro foi o melhor em campo.
O herói, outra vez, o goleiro Flávio. A defesa que fez no chão no início do segundo tempo, é para repetir centena de vezes.
Emoção
Os coxas podem voltar a perder e voltarão. Mas o jogo mais importante venceram: ontem, no Couto Pereira contra o Figueirense, por quatro a um.
Explico. Era o jogo mais importante, porque a derrota não iria repercutir apenas nos números, que já são negativos, mas, definitivamente, no aspecto psicológico. Perderiam a confiança que ganharam com Mário Araújo e a paternidade de Giovani, e aí desandariam para a segunda divisão.
Venceu de goleada, 4×1, um Figueirense que jogou com dez desde os trinta minutos do primeiro tempo em razão da injusta expulsão de Edmundo. O Coritiba ganhou, mas jogando no limite da emoção, o que a essa altura pouco importa.
Preguiça
O Atlético perdeu em São Januário para o Vasco por dois a um, não só porque Dagoberto, Paulo André e Marcão estavam ausentes. É que Durval e Marin são péssimas reposições e o time, de forma geral, estava com preguiça até Finazzi entrar.
Nem o gol de Lima deu esperança do empate.
A indolência e a falta de vontade foram tão grandes no primeiro tempo, que o despertar acabou sendo lento, embora tivesse tempo.