O empate em Goiânia, no último minuto, com o gol de William, mais importante do que o ponto ganho foi a lição dada ao treinador Vadão: o Atlético tem limites é verdade, mas não maiores do que a maioria dos times neste campeonato.
Jogando atrás, e com medo. Jogando atrás, sem nenhuma renúncia, atrasou a si próprio. É porque o seu jogo, embora o excesso de cautela, não lhe protege. O contrário é o paradoxo pleno; ao invés de proteger a defesa, a expõe. E Danilo e João Leonardo expostos significam a certeza de gol adversário.
Em duas bolas pelos lados, o Goiás fez dois a zero, e perdeu um outro tanto mesmo sendo pouco razoável.
A prova foi o segundo tempo, quando o Atlético voltou com Paulo Rink, Válber e depois William. Nos seus limites ganhou o mínimo de lucidez com Válber e Paulo Rink. Marcou com Michel na falha do goleiro Harlei. No último minuto empatou com a mesma sorte do sábado, que atende pelo nome de William, 2×2.
Bem que Vadão poderia fazer o Atlético sofrer menos.
Basta já entrar com Rink e Válber. Defender-se, atacando. Ou pelo menos com a intenção de atacar.
Vai ganhar um tempo de jogo. E, daí pode ganhar o próprio jogo.
Volta
Se o jogo do Paraná fosse no Pinheirão, é possível que à essa altura estivesse frustrado com resultado ruim contra o Fortaleza.
Mas o jogo foi na Vila Capanema. Irregular sob o aspecto tático, com um primeiro tempo nulo, ganhou pelo ambiente da pressão, que o torcedor provoca. Principalmente se o adversário é de futebol primário como o Fortaleza.
O placar de dois a zero foi justo, mas enganoso.
Quem viu um jogo sem festa saiu com a certeza que o Paraná ainda não voltou a ser um time consciente.