Bem que os coxas poderiam ler nesses tempos “Um sopro de vida”, de Clarice Lispector. Encontram-se nele os mais diversos sinais de esperança. “Fica sempre a certeza de que se dormiu e se sonhou”, é a esperança final.
E há motivos para ter esperança. Com Pachequinho no seu comando, pode não estar jogando bem mais do que jogava com Ney Franco. E nem é possível dada a carência individual, o atraso de salários e a gestão incapaz da atual diretoria. Mas Pachequinho devolveu ao time o carisma que tinha como jogador.

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Sua oratória técnica pode ser simples, mas tem a virtude que não tinham as anteriores: é compreensível por ser coerente. O bom futebol na derrota para o Corinthians e o comportamento tático que motivou a vitória em Goiânia foram produtos da consciência imprimida por Pachequinho, que todo o time tem que ser humilde e atender os seus limites.

Só não aposto que o Coritiba irá se salvar, porque escrevo sem saber se o Vasco perdeu ou não para o Corinthians. É que como escreve Clarice, “Entre as marteladas eu ouço o silêncio”. Se perdeu, virá jogar a última já rebaixado; do contrário, continuará sendo o beneficiário das coincidências das decisões do STJD, como a decisão que tirou a torcida coxa do jogo com o Santos.

Corpo

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A confirmação de João Alfredo Costa Filho como candidato à presidência do conselho administrativo do Atlético, e a integração de Nadim Andraus Filho, popular perante a torcida, encorparam a chapa Atlético de Novo. Definitivamente, agora, a chapa tem cara. Por enquanto tem uma virtude que a CAPGigante não tem: fará uma auditoria no Atlético e na CAP S/A. Exatamente por correr esse risco, é que Mário Celso Petraglia ficou no conselho deliberativo para usar Emed como escudo. Sabe que o médico não irá investigar o Furacão dos últimos quatro anos, porque estaria, também, investigando a si próprio.

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