Sonhos

Parece que o dia 26 de março foi transformado no Dia do Atlético. No dia 26, agora, torcedores esparramaram-se pelas ruas. Muitos foram à luta laboral vestindo a camisa do Furacão. À noite, em reuniões oficiais ou não, reuniram-se em solidariedade a esse amor. Em São José dos Pinhais, em um encontro marcado como oficial foram 600 pessoas.

O Bar do Toninho estufou de tanta gente, que obrigada a buscar um escape nas ruas interrompeu por algum momento o trânsito da Ângelo Sampaio. Não foram raras as reuniões em bairros, de atleticanos, comemorando o aniversário do clube. Fui ao encontro do Paiol. Bati com torcedores voltando por falta de lugar, e lá dentro encontrei 490 cantando “Rubro-negro é quem tem raça, e não teme a própria morte”. Essa parte do hino, que precisa cantar com o coração, é de arrepiar.

Vi que a geração Arena, que nasceu em 1999, definitivamente cresceu. Fez-se adulta carregando o futuro do Atlético do lado. Sem espírito de oposição, essa juventude parece sonhar como Martim Luther King sonhava, de que “um dia esta nação se erguerá e experimentará o verdadeiro significado de sua crença”.

Porta fechada

Um trabalho jornalístico ao vivo, da RPC sobre a evolução da construção da Baixada, era para ser ilustrado com entrevistas do secretário estadual da Copa, Mário Celso Cunha, e do presidente da comissão da Copa, Paulo Rink. Os políticos foram proibidos de entrar na obra. O presidente Mário Celso Petraglia foi absolutamente correto. O Atlético está carregando nas costas a obra. O governo ao qual pertence o secretario Cunha é incapaz de sensibilizar o BNDES a liberar a segunda parcela do empréstimo. E somando-se juro sobre juro por conta do clube.

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