Li ontem na rede social, uma mensagem de Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético, que adota como referência a oração “Eu tenho um sonho”, de Martin Luther King, no célebre arremate da Marcha por Trabalho e Liberdade, em Washington, em 28 de agosto de 1963.

continua após a publicidade

Estudei os ideais do grande pregador americano, a partir do livro “Os melhores discursos de Martin Luther King”, que ganhei do amigo Valmir Gomes.

Talvez, angustiado pelo fracasso que está sendo a sua administração, Petraglia anda em descompasso com a noção das coisas.

“Eu tenho um sonho”, a obra imortal de Luther King não pode ser usada aleatoriamente por quem ignora o seu significado e seu alcance. Usá-la sem interpretá-la como lição de vida, é ofendê-la. Se há no futebol quem não pode usar Luther King como referência é exatamente o presidente do Atlético.
Martin passou a vida pregando um estado de justiça pela força da alma, da verdade, do amor, acreditando que os conflitos se reconciliariam pela liberdade de expressão, pela igualdade e pela não violência.

continua após a publicidade

E o que faz Petraglia? Segrega o Atlético confinando-o às suas ambições, pratica a brutalidade emocional ao afastá-lo da torcida, ao processar sócios e torcedores, ao proibir e impedir jornalistas e radialistas de exercerem a profissão junto ao clube, e ao tentar calar jornalistas e ex-dirigentes com processos sem causa. É o que faz Petraglia. Lembra no discurso de Martin, “o governador do Alabama, cujos lábios gotejam as palavras de ódio”.

A torcida do Atlético é quem tem o direito de sonhar.

continua após a publicidade

Com o time prometido e que Petraglia lhe nega.