Não me lembro se no sábado para o domingo, que o Atlético ganhou o título brasileiro (2001), consegui dormir. Se dormi, sonhei com carneirinhos, que significam vitória.
Não sei se vou dormir de hoje para amanhã. É melhor que não durma, porque não haverá sonho, mas pesadelo.
Para ser campeão não existe drama, só existe esperança.
Para não ser rebaixado, a espera não evita o choque de sentimentos. Quando se decide a sobrevivência, é impossível não pensar no que não se quer, que é o pior.
Os coxas devem ter o mesmo estado. Talvez, mais dramático, porque a alternativa mais provável e possível para continuar na 1.ª divisão, está em uma vitória do Atlético sobre o Botafogo. Depender do rival histórico constrange o orgulho próprio. É a lei da paixão.
Arena
Como deve ser um jogo em que os dois times estão obrigados a ganhar?
É exatamente nesta dúvida, que deve ser centrada qualquer análise. E a dúvida é tão grande, que não autoriza nenhuma previsão. É que em um jogo dessa natureza, prevalece o princípio do menor risco do erro. É a partir da postura defensiva, que se pode ter sossego para criar e marcar.
Se Antônio Lopes escalar o que treinou, com Wesley de ala direita, Nei no meio da zaga, Azevedo na ala esquerda, e o meio campo Miranda, Baier e Alex Sandro, o Atlético pode resolver a sua vida sem trauma.
Mineirão
A lição de Santos, presumo, deve ter sido aprendida pelo treinador Ney Franco. Com um sistema defensivo e de marcação fracos, o Coritiba não é time para se expor.
Se jogar consciente dessas suas limitações, pode fazer um bom jogo contra o Cruzeiro. O resultado será consequência desse comportamento.