Quando um jogo é igual por ser marcado, e por não ter um craque, a solução para a vitória tem só dois caminhos: a jogada casual e inesperada, ou o erro de arbitragem proposital ou não. Sem um deles por ser jogo igual, necessariamente termina com um empate sem gols.
Atlético e São Paulo estavam absolutamente iguais na Arena. Só que a igualdade não decorreria apenas da marcação, mas porque erravam no fundamento no qual centra qualquer esquema ou pretensão: o passe. Embora errasse muito, o São Paulo errava menos, e por isso foi superior no primeiro tempo. Mas essa superioridade não significou em se aproximar da vitória, ao contrário, a única chance foi perdida pelo Atlético com Marcos Aurélio.
Nada, ou quase nada, mudou no segundo tempo, até quando o Atlético mudou Ferreira por Válber, Cristian por Willian e Marco Aurélio por Paulo Rink. Ficou mais encorpado. Mas, também, não conseguiu criar a jogada inesperada.
Para alguém vencer o jogo àquela altura, só mesmo um erro da arbitragem. E ele, e mais um erro, veio para beneficiar o São Paulo. Dênis Marques ganhou uma bola de Miranda, que usou o braço para derrubá-lo na área. E, nem se diga que foi um erro involuntário do árbitro, porque foi em um lance isolado e de visão transparente.
O zero a zero, injusto para um jogo emocionante pelo movimento e pela tensão, com esse erro da arbitragem foi consumado. Tratando-se de benefício ao São Paulo, o erro do apito sempre é uma solução previsível.
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Reação
Erros individuais como do goleiro Flavio e de Emerson nos gols do Inter desmontam qualquer sistema. Nem tanto os erros de Emerson, cuja lentidão resulta em fato de rotina. Mas o erro de Flavio por ser tão raro, torna-se inesperado.
Explica-se assim a derrota do Paraná no Beira Rio: os planos coletivos submeteram-se aos erros individuais, embora a armação sem Pierre no início tenha colaborado. Tanto, que sem todos esses erros, o Paraná foi brilhante no segundo tempo. Afastou a hipótese de goleada, perdeu por 3 a 2 em um jogo de alternativas.
Mas qualquer que seja o motivo, foi uma derrota absolutamente normal.