O Atlético toma-me tempo e me enche de dúvidas. Agora se fez um prato feito para os teóricos. Há oferta das mais diversas teorias. Todas elas passam pelos equívocos do professor Drubscky durante o jogo. Mas nenhuma delas oferece solução. É que no futebol a teoria para explicar um fato, por mais fundamentada que seja, não significa necessariamente a solução.
Partindo do fato verdadeiro, que o Atlético ganhava de 2 x 0 do Cruzeiro e do Flamengo – times que mal alcançam o razoável -, mas permitiu o empate, pergunto aos teóricos: a vitória parcial do Furacão, com diferença exuberante de dois gols, era fato esperado, portanto, normal? Se a resposta for positiva, então a teoria carrega mentiras e só serve para estimular o erro que vai conduzir o time para um estado temerário.
As vantagens atribuídas à longa pré-temporada, se é que existem, irão desaparecer. É que com a parada do campeonato, todos farão um período especial de treinamento. Se há alguma diferença, deixará de existir.
O Atlético precisa é de jogadores para pensar em ter um time. Não se faz um time com laterais de segunda, uma zaga baixa e que não sabe se posicionar, o meio-campo sem um único talento, e com Marcão de atacante. E Drubscky e Lopes não são adequados para essa mudança imediata e necessária. Foram os dois que avaliaram, treinaram, supervisionaram e garantiram que era time de primeira. Lopes chegou a afirmar que “esse time ia disputar a vaga da Libertadores”. Como confiá-los nessa mudança?
Em campeonato de pontos corridos, os números constituem uma sequência e não um evento, não autorizando se abstrair da classificação a tendência futura, para o bem ou para o mal. É cedo ainda, mas logo não será. E para o Atlético, quando se trata de coisa ruim, o futuro é apressado.