Não falta quem lamente, que o Atletiba será jogado no mesmo horário que Real Madrid e Juventus pela final da Liga dos Campeões. Há, entre os que ficam em casa, que se programam para variar entre um e outro.

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Cada qual com seu igual, pensava o romano Cícero ao ensinar envelhecer. Era resumo da lição, que nós não devemos nos privarmos dos prazeres e valores, sem os quais, a vida nada mais vale. Há um valor esportivo, para nós de Curitiba, mais importante que o Atletiba? Aposte que não, e ganhará. Não canso de repetir, que o Atletiba passou do campo esportivo, para se integrar ao patrimônio, como um dos valores simbólicos e imateriais de Curitiba.

Amanhã, no Couto Pereira, mais um Atletiba. Agora, pelo Brasileiro. É um clássico quase centenário, mas por renovar os sentimentos, parece ser o primeiro. Sempre produz um fato, que entra na história, e se bem contado, transforma-se em lenda.

Se fosse apenas um clássico, as circunstâncias poderiam sugerir um favoritismo do Coritiba. Fez duas partidas brilhantes contra o Santos e o Vitória, e joga no Couto. Mas tratando-se de Atletiba, até os números, às vezes, não podem ser considerados para trabalhar sugestões e projetos teóricos. Mais, ainda, que o Furacão ganhou outra cara e outra alma com Eduardo Baptista. Deixou de se mirar e ser influenciado pelos exageros vaidosos e arrogantes de Autuori, para tentar ser o que precisava: um time normal.

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Esse é um Atletiba que “o detalhe”, que mesmo percebido mais tarde, vai resolver.
No mundo, amanhã, só terá Atletiba.

Falha

Ninguém fazia mais gol olímpico do que Éder Aleixo, ponta esquerda do Atlético Mineiro, e que passou pelo Atlético Paranaense. Com ele, em razão de Buião, ídolo do Furacão nos anos setenta, convivi profissionalmente. Certa vez resumiu a situação do goleiro no gol olímpico: sempre atribuindo culpa ao goleiro, o torcedor e a imprensa não veem a trajetória da bola. Se entra, é porque houve uma curva.
Lembro Éder, para absolver o goleiro Léo do Paraná. A bola de Otero, do Galo, saiu da linha regular do goleiro, para fazer curva que só a violência do chute de Roberto Carlos conseguia imprimir.

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