Há alguém que pode ter um desejo mais terno do que um filho? Por Eliane, minha amada há 36 anos, tenho três filhas: Nicole, Camila e Betina. E, ai, vieram duas netas: Gabriela, de Nicole, e Henrique e Julia, de Camila e Javier.

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Viver tantos anos, só entre mulheres, acomodou-me no conforto da extravagância de carinho e amor. Mas na minha vida nada ocorre que seja surpreendente. Quando parecia acomodado com a vida só entre mulheres, eis que chega Leonardo, de Nicole e Henrique. Meu neto nasceu na sexta feira, dia 8 de junho de 2012.

Fui dormir feliz, mas a noite parecia não querer amanhecer. É que sonhei um sonho danado. Bem lá distante, vi um Atletiba jogado. E, no estádio, Leonardo. Como nem os sonhos ocorrem por acaso, lembrei que Henrique, pai de Leonardo, é coxa-branca. O sangue do neto tem muito mais do pai do que do avô. Mas aí acordei. Sonhos se esquecem.

Por verdade que “as mulheres constituem a metade mais bela do mundo”, como escreveu Jean-Jacques Rosseau, sou um abençoado: com Leonardo, o meu mundo ficou belo por inteiro.

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Seja feliz, Leonardo.

Sem escolha

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E se fosse para escolher um jogo na semana em que nasceu Leonardo, não teria como. O Coritiba foi incapaz de impor em gols a superioridade que teve contra o Flamengo, no Rio. Perdeu: 3 x 1. Bem pior foi o Atlético. No seu currículo foi escrito uma derrota para o CRB, em Maceió, pela Segunda Divisão: 2 x 0. Derrota inapelável, o que torna mais humilhante. Mas derrota que parecia ser prevista por seu presidente, que sequer viu o jogo.