De arrasto, o Estadual alcança o fim do returno. Sobra a única coisa que tinha quando sempre começa, o Atletiba. Nenhum bom time do interior, ao contrário, todos dependentes de empresários de futebol. A prova é o fim do Iraty, um dos clubes mais tradicionais do interior. Não surgiu nenhum grande jogador, ao contrário, os notáveis são Paulo Baier e Tcheco, em final de carreira. A única revelação, o menino Harrison, foi escondido pelo seu treinador com o propósito de fazer um conterrâneo jogar.

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Só sobrou o Atletiba, e ainda assim a ser jogado sob o risco de ser comprometido pela arbitragem. É que o comando da FPF, e aí se inclui o departamento de árbitros, não é mais confiável. Se naturalmente já era fraco, esvaziou-se pela política de bairro e pela falta inexplicável de renovação. A prova é objetiva: depois de muitos anos, o futebol paranaense deixa de ter um árbitro aspirante à Fifa. Se o comando central não confia na arbitragem paranaense, porque razão nós que vemos tudo e sabemos de tudo podemos confiar? É nesse ambiente, em que falta tudo e que sobra a desconfiança, que o campeonato da federação de Hélio Cury vai terminar.

Para esse estado de desconfiança, também, concorre o Atlético. Não tem voz para censura. Simplesmente, omite-se.

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No dia que mais choveu em Curitiba, o Paraná levou 14 mil pagantes à Vila Capanema. Dirão que foi contra o Palmeiras, time de apelo popular. Então, atribua-se um público de 4 mil levado pelo Palmeiras, com o que não concordo. O Paraná, assim, levou 10 mil.

A pergunta é: por que a torcida voltou? A razão atende pelo nome de Ricardinho, que foi o último ídolo do clube.

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Só que o ídolo que se transforma em técnico também depende de vitória. É a lei da selva. Saulo, o “Tigre”, foi o maior ídolo da história do Paraná. Nem por isso conseguiu sobreviver como técnico.