Nas minhas caminhadas ando provocado por um símbolo que havia desaparecido da paisagem do Parque Barigui: a camisa do Paraná Clube. De lá nunca saíram a do Atlético e a do Coritiba. Não sei por onde andava a camisa tricolor. Talvez, já nem servisse mais no corpo daquela geração que viu o clube nascer e ser campeão. E porque, na mesma proporção que essa geração crescia, o Paraná era esfacelado. A camisa, então, ficou escondida no guarda-roupa.
Voltando à paisagem do Barigui, vem renovada. Quem a usa são os filhos daqueles torcedores gerados na arquibancada da Vila, do Couto e do Pinheirão, pelos inesquecíveis times comandados por Rubens Minelli, Otacílio Gonçalves e Geninho, que eram centrados no goleiro Régis e no artilheiro Saulo, “o Tigre”, os seus ídolos maiores.
Ontem no Barigui fui parado por um paranista. Perguntou-me: o Paraná irá subir? Eu respondi que sim. Depois, disse que lê a minha coluna todos os dias, há 30 anos. E completou: “Pena que você torce para o Atlético”. E sorriu olhando para a minha camisa. Era a que ganhei de Alex Mineiro, em dezembro de 2001, usada contra o São Caetano, na Baixada, na conquista do Campeonato Brasileiro de 2001. Como já tinha crescido, bastou ver o Atlético crescer. Não precisei esquecê-la no guarda-roupa. Continuarei a usando.
Um dia os meus Leonardo e Francisco irão usá-la. Essa coluna é uma homenagem ao torcedor do Paraná, que sem dizer o seu nome, depois de me saudar, foi embora, caminhando feliz.
Comentários
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Futuro
Se o Coritiba perder para o Bahia e a diretoria demitir Marcelo Oliveira, quem será o novo técnico? Alex Brasil, que anda sem muito prestígio, irá sugerir Antonio Carlos Zago.