Há fatos que entram na cultura de um povo e se estabelecem como símbolos. Esses, às vezes, se tornam tão fortes que se eternizam. Em razão por ainda segurar um resto de paixão, o futebol ambienta-se também em simbolismo. Alguns, em razão do seu caráter negativo, são usados para a pratica da maldade e da ironia. O Brasil poderia ter ganho do pobre Haiti por qualquer resultado, menos 7×1. A lembrança do fato que simboliza o atual futebol brasileiro, foi provocada imediatamente: Alemanha 7×1.

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No Morumbi, contra o São Paulo, o Atlético vai tentar o que está se tornando fato improvável, quase um símbolo na sua presente história: vencer fora da Baixada. O Furacão virou um enigma em razão do método do seu treinador Autuori em fazer rodizio de jogadores. Estaria absolutamente correto, se o Atlético tivesse um grupo homogêneo, com qualidade e características em um plano razoável.

Às vezes, o povo se afasta do racional para transformar fatos eventuais em simbolos. A curiosidade me empurra para conhecer um site de apostas de eventos esportivos. Um dos itens, provoca o apostador para indicar um provável time rebaixado nesse campeonato. E quem pode estourar a bolsa? O Coritiba.

Pergunto: qual a razão de se apostar na queda dos coxas, se há outros bem mais frágeis como Botafogo e América-MG? É que o Coritiba se tornou um simbolo do time que só luta para não ser rebaixado. Um dia desses, o doutor Macedo, seu poderoso vice-presidente, falou que “iremos lutar para não cair”. Como se vê o simbolismo da queda é desenhado pelo próprio Coritiba.

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Mas o Coritiba não perde a panca e vive uma inusitada marca da sua história: já se falava em português do Brasil, em guarani do Paraguai e espanhol da Venezuela. Agora, com o desembarque de Colin Kazim-Richards, vai se falar também turco. Rogério Bacellar é um presidente surpreendente: montou uma escola de idiomas no Coritiba Foot Ball Club, na qual não se ensina futebol.

Joga contra o Sport. É tipo do jogo terrível, em só tem o que perder.

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