Silêncio inocente

Fala-se pouco do Atlético. Às vezes é ruim. O Atlético é daquelas instituições que necessitam de pressão, seja para alcançar o bem ou para se afastar do mal. E essa semana nada se falou do grande clube. Às vezes é bom.

O Atlético é daquelas instituições que, pela natureza passional, é capaz de mudar a versão de um fato. E para absorvê-la é preciso de pressão.

Parece que a vida atleticana está resolvida sem rebaixamento. E não está, porque no caso entre o céu e o inferno o caminho não é maior do que a espessura de um fio.

E uma vitória amanhã é imprescindível, mesmo que pouco decida: é que o jogo é na Arena, contra o América, que já está rebaixado. Em tese, é a de que todos que jogarão contra o América irão vencê-lo. O grande exemplo é o Paraná, pois são exatamente os pontos perdidos em Natal é que colocaram entre os últimos.

É uma pena que não joga Viafra. O menino Vinícius é excepcional, mas é reserva. E goleiro reserva é mais reserva do que qualquer outro jogador. Compensa-se com a volta de Ferreira.

O que o Atlético deve lembrar é que o seu jogo em Caxias foi péssimo. Se lembrar, então será pressionado e aí poderá ganhar sem traumas.

Normal

Deve ser um Coritiba normal o de hoje contra o Santo André. Por falta de tempo ou inspiração, René Simões, seu grande treinador, passou em silêncio a semana.

É melhor que seja por falta de tempo, e que René tenha guardado a inspiração para um jogo em que a vitória é fundamental. Pelas lições antigas, quanto mais cedo o Coritiba resolver a sua volta à primeira divisão, vai enterrar o trauma de 2005 e 2006.

Ausência

O Paraná joga com o Palmeiras em São Paulo. Começa procurar por um milagre. Surge exatamente aí o grande drama. Para ter milagre é preciso de santo. E santo é o que o Paraná não tem atualmente. 

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