Já não se sabe mais se é confiança ou presunção. Pode ser desconfiança simulada ou auto-suficiência. Seja o que for, os coxas estão subestimando uma terrível verdade: ter subtraído seis pontos por decisão judicial não é a mesma coisa que perder seis pontos. Aqueles se presumem já ganhos, como efetivamente quatro pontos já estavam ganhos; esses, ainda, não passam do estágio da previsibilidade, decorrente da lógica de um campeonato equilibrado onde ganhar ou perder é possível.
A análise desta perda judicial de pontos sob o aspecto de competição, precisa ser analisada com critério. Dizer que a recuperação com o objetivo de se alcançar o título é a proposta imediata, no mínimo é presunção.
É necessário transportar o resultado da perda para a atual condição de irregularidade técnica do time de Lopes. O futebol do Coritiba não impressiona. Nenhum grande resultado ainda foi conquistado. Ao contrário, o empate em casa com um time pouco razoável como o Inter, mostrou-o cheio de deficiências. Quando se obriga a repor por contusão ou disciplina, o time fica descaracterizado. O mais grave é que os coxas estão caindo no canto da sereia. Impressionam-se com o jogo de palavras de Domingos Moro: as palavras são o canto, a sereia é Moro.
Seis pontos que se perdem depois de ganhos são irrecuperáveis dentro de campo para se alcançar um objetivo que tenha um pouco de audácia. Por enquanto, os coxas, no máximo, podem ter confiança para se afastar da zona de rebaixamento.
De primeira: Um dos pontos tradicionais de Curitiba está de volta: o cafezinho da Boca Maldita, ao lado do Edifício Tijucas. O tradicional café e não o artificial de máquina. É o Café Avenida, de Nasser Aidar. O pão de queijo é um espetáculo.