Às vezes, sinto-me esquecido. Não culpo os outros, porque sei que lembram de mim. Talvez seja culpa minha por querer compreender as coisas só da minha maneira. E minha maneira não é necessariamente a certa. Por isso, sou pouco lembrado. E bem por isso, comovido com o convite de Cláudio Marques, fui à homenagem que a confraria “Amigos da Bola”, liderada pelo Capitão Hidalgo, me prestou. Meu ídolo do rádio Carneiro Neto lembrou da minha infância da qual participou. À certa altura não estava compreendendo o momento. É que se eu fosse escrever a minha história, cada um que estava presente em um dado momento dela participou. O egoísmo de querer compreender me fez lembrar Fernando Pessoa, sempre ele, cuja poesia tem solução para tudo: “Para que queres compreender se dizes querer sentir?”. Há sentimentos que não precisam de compreensão.
Vitória
Juro por Deus: o Atlético ganhou. Em Marbella, 1×0 sobre o Elfsborg, da Suécia. É preciso jurar, porque o Furacão não ganhava havia mês. E, ainda, dirão que ganhou com um golzinho de falta de Bady e de um time de terceira categoria. Mas ganhou, e assim, diminuiu a humilhação que a sua torcida está sendo submetida pela irresponsabilidade do comando de mandar um time fraco para jogar na Europa.
Dúvidas
O Coritiba mudou de comando para mudar a filosofia. Entenderia se as cartas no futebol não estivessem sendo distribuídas por André Mazzucco, que desconstituiu as categorias de base, e concorreu diretamente para a formação do time que quase rebaixou o clube. Entenderia melhor se em Belo Horizonte não tivessem me contado que, às escondidas, o vice André Macias, com o agente oficial do clube Pietruziello, sem ordens do comando, fossem às escondidas negociar Leandro Almeida, estragando o negócio com o Cruzeiro.